Autora Jennifer Santos. Data da publicação 10 de Maio.

Para quem não me conhece: esta sou eu.

Não sou do tipo que sabe posar para fotografias, arranja muito o cabelo, conhece todas as músicas que passam na rádio, ou se conforma ao que a sociedade espera para ser mais desejável. Digo piadas inapropriadas em momentos inesperados, tropeço muito mais vezes do que aquelas que admitirei, tenho demasiada confiança na minha voz de canto debaixo do chuveiro, sou proprietária de uma legião de cabelos de bebé que teimam em crescer como uma auréola à volta da minha testa, vivo com cicatrizes de picadas de mosquitos nas pernas, e [dizem que] digo tudo o que penso vezes em demasia (vá se lá saber o que isso significa!).

Depois de várias tentativas (falhadas) em tentar alcançar a perfeição—fazendo uma lista extensa das características para mudar em mim mesma para me diminuir e encaixar nos standards alheios—acredito estar no caminho certo para a aceitação total de quem eu realmente sou. Uma pessoa com pouquíssimo estilo, por vezes aparentemente fleumática, por vezes romântica, demasiado entusiástica para o temperamento natural da grande maioria que me rodeia, um bocadinho espontânea, um bocadinho previsível, mas sempre pronta para um bom desafio.

Foi isso que me levou a tomar a decisão de nunca mudar para ninguém — esperando também que os outros não o façam por mim.

Isso não significa que me sinto sempre em alta e empoderada com a pessoa que sou. Se assim fosse, certamente, não seria humana. Acredito que o amor próprio é uma tarefa diária, por vezes intensa, outras nem por isso. Afinal de contas, é mesmo verdade que conseguimos ser os nossos maiores juízes, sobretudo quando nos concentramos em avaliar cada um dos nossos defeitos através de uma lupa colossal.

Ok. Então e agora, como é que achas que se quebra o ciclo? 

Rentabiliza o teu tempo não com um volume extraordinário de trabalho, mas com uma profunda introspecção. Encontra o teu valor, mantém-te firme naquilo que acreditas, abraça a fé no teu próprio potencial, não temas o contacto visual com os outros e mergulha, sempre, naquilo (e em quem) realmente te atrai e te desafia a evoluir. Não esperes: faz! Inscreve-te naquela aula desafiante, inicia aquela conversa que querias ter, come aquela barra de chocolate hipercalórica se bem te apetecer, programa o roteiro para aquela viagem de que tanto sonhas, afasta-te daquela pessoa que te esgota completamente a energia, e celebra as pequenas conquistas todos os dias. Não esperes. Não resistas. O relógio está a correr e os momentos certos não existem.

Se tu queres, consegues.

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