Autor Francisca Barros. Data da publicação 20 de Junho.

Fui (e vá, admitamos, ainda sou) uma criança com demasiada energia.

Estar quieta durante um certo período de tempo era (e continua a ser) um verdadeiro desafio. “Tens bichinhos carpinteiros!”, como os meus pais ainda me costumam dizer.

E, na escola, nunca suportei aulas de Educação Física.

Não por não gostar de desporto – muito pelo contrário! Sempre adorei qualquer tipo de desporto – correr, saltar à corda, andar de bicicleta, badminton,… Até pratiquei Judo por uns anos – o facto de competir cara-a-cara e querer dar sempre o meu melhor para dominar a técnica era o que mais me motivava.

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa muito persistente – se quero fazer uma certa coisa, eu não paro enquanto não a conseguir fazer, custe o que custar. Mas o facto de me obrigarem a dar X voltas ao campo em 12 minutos, ou a jogar volley apenas porque sim e “é o programa” era desmotivador e frustrante.

Piorando a situação, fraturei o joelho numa aula enquanto jogava volley. Não foi bonito, e 6 anos depois ainda vivo com algumas consequências.

Nessa altura ganhei uma certa repulsa a qualquer tipo de atividade física, por muito que o bichinho acompanhasse (secretamente) alguns desportos competitivos.

Mas porque é que entrei neste mundo?

A minha persistência foi o gatilho que desencadeou esta mudança. O querer mudar e fazer algo por mim, custasse o que custasse, e demorasse o tempo que fosse preciso.

Percebi que já chegava de esconder este meu prazer e decidi arriscar em algo novo e chamativo (sempre gostei de um bom desafio!).

Conciliar aulas com um estímulo externo – na altura o ginásio – veio harmonizar todo o meu sistema. Sentia-me melhor – tanto fisicamente como psicologicamente. O facto de poder descontar tudo no treino era, talvez, o ponto alto do dia. E continua a ser.

“Típica influencer do instagram”

Eu sei, super clichê e óbvio. Mas é a mais pura das verdades.

Saber que tenho aquela hora reservada para fazer o que mais gosto, descarregar o que for preciso, e partilhar esse momento de glória (e muitas vezes de dor!) com pessoas com objetivos semelhantes aos meus (além de tentar orgulhar os coaches) é, sem dúvida, das melhores sensações.

Não vou estar aqui com “falinhas mansas”, a tentar converter-te ao Culto do Crossfit!

Pelo contrário – realmente só quem tem interesse e curiosidade é que vai dar uma hipótese a esta modalidade – mas devo salientar que a FAMÍLIA (sim, família!) que existe dentro de uma box é algo mágico.

Apoia qualquer um, sejas branco, negro, alto, baixo, gordo, magro, novo, velho,… TODOS SÃO BEM-VINDOS!

Ah, mas para ti falar é fácil, és toda fit. Eu não consigo fazer essas coisas”

Quem me dera a mim ser toda fit!

Tal como são todos bem-vindos, todos são incríveis à sua maneira.

Penso que o segredo de tudo está no facto de poder ser adaptado às capacidades do praticante. À medida que vais progredindo, as adaptações começam a desaparecer.

Poderes ver a tua evolução, e sentires orgulho disso, traz-te de volta à realidade e (re)lembra-te do quão incrível és! 

Só tenho a dizer – experimentar não custa, ainda descobres algo que gostas de verdade! 🙂


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